Cinco #fails das marcas nas redes sociais

Confira alguns dos posts que repercutiram negativamente para marcas no digital.

As redes sociais já são territórios dominados por marcas. De acordo com o último relatório do indexSocial, as companhias foram responsáveis por cerca de 640 milhões de conexões em plataformas como o Facebook, Twitter e YouTube, em novembro. O contato direto com fãs e consumidores, no entanto, requer alguns cuidados e, sobretudo, bom senso. Em 2013, em nome do maior número de views, likes e engajamento, empresas patinaram na estratégia (ou falta de) e acabaram lidando com o efeito inverso: a chuva de comentários e interações negativas. 

 

Gafe no Instagram
Em junho, Luciano Huck, um dos mais solicitados para publicidade no Brasil, cometeu uma gafe que acabou respingando na imagem da TIM, empresa da qual é garoto-propaganda. Ao comemorar a marca de dez milhões de seguidores em seu perfil no Facebook, Huck reproduziu a imagem da tela de seu celular no Instagram. No entanto, em vez de usar TIM, o apresentador estava conectado por meio da Vivo. Apesar de ter apagado a foto logo em seguida, os internautas não perdoaram e o assunto bombou na web. Procurada à época, a empresa de telefonia preferiu não se manifestar.  

 

 

 

Brincadeira com morte: melhor não
O trágico acidente de carro que vitimou Paul Walker, da franquia Velozes e Furiosos, em novembro, causou comoção nas redes sociais. Milhares de fãs e internautas prestaram suas condolências. Mas o espaço virtual também foi palco para um episódio, no mínimo, de mau gosto. O portal 4AutoInsuranceQuote, que reúne seguradoras norte americanas, retuitou a notícia da morte do ator junto ao comentário “Hope he had car insurance” (Tomara que ele tenha seguro de carro, em tradução literal). A atitude foi muito mal vista pelos usuários do Twitter que escreveram desejar, inclusive, a falência da empresa pela “propaganda oportunista”. 




Feitiço contra o feiticeiro
Suécia e Portugal decidiram a vaga para a Copa do Mundo de 2014 na repescagem, no final de novembro. Para brincar com o confronto, o perfil sueco da Pepsi postou uma série de imagens de um vodu uniformizado de Cristiano Ronaldo: na primeira, o boneco aparecia amarrado em um trilho de trem. A segunda trazia o craque espetado por agulhas e, na última, CR7 trazia uma lata amassada em sua cabeça. A propaganda causou mal estar e a divisão portuguesa da marca de refrigerantes emitiu uma nota para se desculpar pela propaganda. "Nunca quisemos dar ao esporte um espírito de competição com uma conotação negativa”.




C&A e o abuso do Photoshop
Em agosto, a cantora Preta Gil protagonizou a linha Special For You, da fast fashion brasileira C&A. Especial para mulheres gordinhas, que usam manequins de 46 a 56, a série de roupas rapidamente se tornou um hit de comentários nas redes sociais. O motivo? O abuso do Photoshop nas imagens de divulgação da campanha. Em uma delas, Preta aparece embranquecida e afinada. Apesar disso, a rede negou o uso de recursos de edição de imagem. “Admiramos a Preta Gil e lamentamos a repercussão negativa dessa foto". 




Tragédias nacionais: também não
Se existisse um manual universal para a presença de corporações nas redes sociais, seria de bom tom que ele trouxesse em um de seus artigos a recomendação “não usar tragédias nacionais para a autopromoção”. Para homenagear os mortos no atentado de 11 de setembro de 2001, a AT&T apostou em uma mensagem que não foi bem recebida pelos americanos. A empresa postou a imagem de luzes que representavam as antigas torres gêmeas vistas por meio do BlackBerry Z10, um dos lançamentos do período. Seguidores se revoltaram e a empresa precisou pedir desculpas. 



Fonte: Meio & Mensagem

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